Nosso bebê chegou antes da hora, e agora o que fazer???
Durante 9 meses o casal espera ansiosamente o dia em que finalmente conhecerão e terão seu filho nos braços.
Infelizmente, nem sempre as coisas saem como planejamos, não temos o controle total e absoluto das coisas, especialmente no que se refere à gestação e ao parto. No caso de Marianna, ela chegou as 35 semanas de gestação
E o bebê chega antes, prematuro, e os novos pais, também prematuros, pois ainda não estava na hora dele nascer, têm que aprender a lidar com aquele bebê: pequeno, imaturo, sonolento, imprevisível e frágil.
Impossível não sentir-se frustrado, culpado. Num primeiro momento, somos pegos de surpresa... passado o susto inicial, buscamos possíveis explicações para o acontecido: o que fizemos de errado, qual o sinal que não percebemos, qual o cuidado que não tomamos... de que forma poderíamos ter evitado.
Imaginamos como seria o nosso filho, com quem seria parecido, seria tranqüilo, dormiria muito e mamaria o tempo todo. E chega um outro bebê, diferente daquele sonhado.
O primeiro contato é muito importante, é a chance de finalmente sermos apresentados: mãe, filho e pai. Algumas vezes acontece ainda na sala de parto. Outras, infelizmente, muitas horas depois, através das portinhas de uma incubadora. Eu vi Marianna ainda no centro cirúrgico e o papai a encontrou em seguida quando estava com o pediatra, entretanto só vim vê-la outra vez no outro dia de manhã.
Todo bebê precisa de colo, carinho, atenção e ouvir a voz da mãe e do pai... principalmente o prematuro. É a chance de sentir-se em casa de novo, aconchegado nos braços da mãe, ouvindo sua voz e as batidas do seu coração, música esta conhecida e ouvida durante todo o tempo em que esteve no útero.
Quando cantávamos para ela as músicas que eram cantaroladas ainda na gestação, Marianna reagia, apertava nossos dedos e até tentava virar para vir em nossa direção. Era uma sensação muito boa, sentíamos que ela nos conhecia e estava feliz com a nossa presença.
Mesmo quando o bebê precisa dos cuidados especiais de uma UTI neonatal, o colo é possível e importantíssimo. Alguns pais tem receio de machucar o bebê e evitam tocá-lo. É uma pena, pois ambos estão perdendo a chance de se acariciarem.
Mesmo quando o bebê que chega é diferente do que imaginávamos, não podemos esquecer que é nosso filho, que já está aqui, e que não podemos perder a chance de conviver com ele.
É o nosso bebê, aquele por quem estávamos esperando, aquele que traz consigo esperança, fé, alegria e a possibilidade da continuação.
Não desista dele... pois ele não desistiu de você... chegou antes, mas está pronto para aprender tudo o que você quiser ensinar. Aproveite e aprenda um pouco com ele também!!!
Marianna é desde o seu primeiro minuto de vida uma LUTADORA.
Hoje ela está com 26 dias de vida e é uma menina ativa e feliz. =)




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